Mostra Foco (curtas) – Séries 2

KENZO, ou o triunfo da auto-desintegração (Ceará/Br, 2023), dirigido por Pedrokas

Há limites para o tipo de porcaria que é aceito em uma mostra de cinema? Essa é a abordagem desse, dessa ou de qualquer outro. O nome é Pedrokas e a viagem é pelo consciente poluído e improdutivo de um suposto cineasta em busca de aprovação ou aceitação de quem tiver coragem de assistir ao seu manifesto sobre o plágio dos que não criam.

Pedra Polida (Paraíba/Br, 2022); dirigido pr Danny Barbosa

Novelinha sem graça se tirarmos o fator trans, Pedra Polida é um jogo de cartas marcadas e um guia sobre como estar mostrando seu filme apresentando nada mais exceto auto-referência. A tela de cinema como confessionário das virtudes que qualquer ser humano decente deveria possuir.

A história gira em torno de uma enfermeira que estava em um relacionamento abusivo e tem uma mãe intolerante a lactose. De vez em quando a heroína do filme chega com uma camiseta manchada de sangue. O que isso significa? Precisamos assistir à versão longa para entender.


SOLMATALUA (Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo/Br, 2022); dirigido por Rodrigo Ribeiro-Andrade

Este documentário do Rodrigo já passou e ganhou no É Tudo Verdade, festival de São Paulo de docs. Fiquei empolgado até a segunda cena, que se abre para um recorte de rimas visuais que reexaminam a história reescrita porque ela ainda não acabou.

Profético, se não fosse contemporâneo, Rodrigo Ribeiro-Andrade está seguindo o que lhe foi pedido: registre a história evocando os deuses africanos e cenas da favela em que revele-se um caleidoscópio maldito de escadas e corredores infinitos nos levando ao vórtice das infinitas cópias da História.


Remendo (Espírito Santo/Br, 2022); dirigido por Roger Ghil (GG)

Esta provocação de linguagem pelo cineasta Roger Ghil, GG para os íntimos, é divertida a cada segundo. O filme passa rápido e deixa um gostinho de quero participar deste universo por mais tempo. Detentor dos poderes que poucos curtas possuem de querermos ver uma versão mais longa, Remendo aproveita aqueles recursos do audiovisual já pausterizados para a TV e resgata sua essência, muito mais poderosa por flertar com o trash, que é atraente por natureza.

Esta sessão terminou em alto astral.


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