[dropcap]P[/dropcap]or Que Somos Criativos? é assim: imagine o diretor Hermann Vaske coletando testemunhos e assinaturas por várias décadas para responder uma pergunta que ele próprio não deve ter entendido até agora.
Pois bem. Agora ele tem “rolos e rolos” de filme com essa história. O que ele faz? Junta tudo em um documentário que responde uma questão que ninguém nunca fez, porque não faz o menor sentido (exceto artistas, talvez). O resultado é um emaranhado de nada cercado de celebridades que irão alavancar o filme às custas de suas imagens e seus possíveis “insights”.
O resumo da ópera? Talvez as únicas respostas que o diretor obteve de tantas pessoas para quem perguntou, a maioria artistas, atores, diretores, ativistas (?) e políticos (??), as únicas respostas realmente úteis, vieram de duas pessoas que fogem um pouco da categoria de “humanas”: um filósofo e um cientista. O filósofo conclui: qualquer idiota pode ter espasmos chamados de ideias; o problema é achar um formato para isso. E Stephen Hawking fecha com chave de ouro: “a ciência depende da criatividade; sua segunda pergunta (o título do filme) não faz sentido”.
Sim, o documentário de Hermann Vaske é apenas um mini-hype com artistas respondendo essa pergunta da pior maneira possível porque não entenderam sequer o que está acontecendo. Boa sorte tentando assistir esse emaranhado de “insights” e tentar extrair mais alguma coisa disso tudo.
“Why Are We Creative: The Centipede’s Dilemma” (Ale, 2018), dirigido por Hermann Vaske